sábado, 3 de setembro de 2011


 



Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens
que falava contra o casamento.

Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo
e que é preferível acabar com a relação,
quando este se apaga, em vez de se submeter
a triste monotonia de um matrimônio.

O mestre disse que respeitava a sua opinião
mas lhe contou a seguinte história:

Meus pais viveram 55 anos casados.
Numa manhã minha mãe descia as escadas 
para preparar o café e sofreu um enfarto. 

Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde 
e quase se arrastando a levou até a caminhonete.

Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou,
infelizmente ela já estava morta.

Durante o velório meu pai não falou nada. 
Ficava o tempo todo olhando para o nada. 
Quase não chorou. 
Eu e meus irmãos tentamos, em vão confortá-lo. 

Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo,
passou a mão pelo caixão e falou com sentida emoção:

" - Meus filhos, foram 55 bons anos ... 
ninguém pode falar do amor verdadeiro  se não tem idéia 
do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo. "

Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
" - Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. 
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando
vendemos a casa,  mudamos de cidade. 
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem 
a faculdade, choramos um ao lado do outro, 
quando entes queridos partiam ... 
Filhos, agora ela se foi e estou contente.
E vocês sabem por que? 
Por que ela se foi antes de mim e não teve que sentir 
a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só, 
depois da minha partida. 
Sou eu quem vai passar por essa situação, 
e agradeço a Deus por isso.
Eu a amo tanto que não gostaria que ela sofresse assim ... "

E por fim, o professor concluiu:
Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor ... 
Está muito além do romantismo e não tem muito a ver com o erotismo,
mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam 
duas pessoas realmente comprometidas. 


Por isso digo que o verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, 
no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, 
nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

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